{"id":601,"date":"2026-03-29T14:14:55","date_gmt":"2026-03-29T13:14:55","guid":{"rendered":"https:\/\/echo.arditi.pt\/?page_id=601"},"modified":"2026-03-29T14:33:33","modified_gmt":"2026-03-29T13:33:33","slug":"sons-do-oceano-2","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/echo.arditi.pt\/?page_id=601&lang=pt","title":{"rendered":"Sons do Oceano"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os cet\u00e1ceos dependem fundamentalmente do som para interagir com o seu ambiente. Os sinais ac\u00fasticos dos cet\u00e1ceos s\u00e3o produzidos por diferentes estruturas anat\u00f3micas, dependendo do grupo taxon\u00f3mico e do tipo de som emitido, e s\u00e3o cruciais para comportamentos como a navega\u00e7\u00e3o, a procura de alimento, a reprodu\u00e7\u00e3o e as interac\u00e7\u00f5es sociais. Estes sinais variam entre cliques ou chamamentos curtos e discretos e sequ\u00eancias prolongadas que podem durar horas. Como o som desempenha um papel t\u00e3o central na vida dos cet\u00e1ceos, os dados ac\u00fasticos passivos constituem tamb\u00e9m um instrumento poderoso para estudar a sua ecologia. As grava\u00e7\u00f5es ac\u00fasticas podem ser utilizadas para detectar a presen\u00e7a de esp\u00e9cies, distinguir entre esp\u00e9cies e, em alguns casos, popula\u00e7\u00f5es ou indiv\u00edduos, e para inferir padr\u00f5es espaciais quando a dist\u00e2ncia da fonte pode ser estimada a partir dos sinais gravados. Dependendo da esp\u00e9cie ou do grupo taxon\u00f3mico, os sons dos cet\u00e1ceos variam substancialmente em frequ\u00eancia, intensidade, dura\u00e7\u00e3o e padr\u00e3o temporal. Os sinais de alta frequ\u00eancia s\u00e3o t\u00edpicos de muitas baleias dentadas, incluindo golfinhos, botos, e baleias-de-bico, especialmente para a ecolocaliza\u00e7\u00e3o. Em contraste, os sons de frequ\u00eancia muito baixa, frequentemente pr\u00f3ximos ou abaixo do limite inferior da audi\u00e7\u00e3o humana, s\u00e3o produzidos principalmente por baleias de barbas, algumas das quais geram sequ\u00eancias de chamados longas e repetitivas.<\/p>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large wide-90\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"351\" src=\"https:\/\/echo.arditi.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/whale-signals-1024x351.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-551\" srcset=\"https:\/\/echo.arditi.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/whale-signals-1024x351.png 1024w, https:\/\/echo.arditi.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/whale-signals-300x103.png 300w, https:\/\/echo.arditi.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/whale-signals-768x263.png 768w, https:\/\/echo.arditi.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/whale-signals-1536x526.png 1536w, https:\/\/echo.arditi.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/whale-signals.png 1778w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:45px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em torno do arquip\u00e9lago da Madeira, a diversidade de cet\u00e1ceos \u00e9 elevada, com cerca de 30 esp\u00e9cies registadas, a maioria das quais odontocetos com padr\u00f5es distintos de utiliza\u00e7\u00e3o do habitat e de ocorr\u00eancia (Alves et al. 2018; Freitas et al. 2025, 2012). V\u00e1rias esp\u00e9cies que suscitam preocupa\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o ocorrem nestas \u00e1guas, incluindo esp\u00e9cies actualmente listadas pela Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza como amea\u00e7adas ou noutras categorias de risco, tais como Criticamente em Perigo, Em Perigo, Vulner\u00e1vel, Quase Amea\u00e7ado e Dados Insuficientes (Fernandez et al. 2021). Entre as esp\u00e9cies mais frequentemente avistadas encontram-se o golfinho-pintado-do-Atl\u00e2ntico (Stenella frontalis), o golfinho-comum-de-bico-curto (Delphinus delphis), o golfinho-roaz (Tursiops truncatus), a baleia-piloto-tropical (Globicephala macrorhynchus), e o cachalote (Physeter macrocephalus), com algumas esp\u00e9cies avistadas durante todo o ano e ind\u00edcios de resid\u00eancia, enquanto outras exibem padr\u00f5es sazonais vincados (Alves et al., 2013, 2018; Dinis et al., 2016; Ferreira et al., 2022; Fernandez et al., 2021).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Das 15 esp\u00e9cies de baleias de barbas actualmente reconhecidas em todo o mundo, seis foram registadas nas \u00e1guas da Madeira (IWC, 2018). A baleia-de-Bryde (Balaenoptera edeni) \u00e9 a baleia de barbas mais frequentemente avistada na Madeira e um dos cet\u00e1ceos mais avistados em termos gerais, com um pico de ocorr\u00eancia durante os meses de Ver\u00e3o e Outono (Alves et al., 2018).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cet\u00e1ceos dependem fundamentalmente do som para interagir com o seu ambiente. 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